Centro Psicológico de Qualidade de Vida
Equipe experiente de psicólogos desenvolve programa voltado ao controle do estresse, ao fim do tabagismo e à melhoria da Qualidade de Vida. Telefone (11) 3885.8507. E-mail cpqv@globo.com.
domingo, setembro 05, 2010
sábado, setembro 04, 2010
O limite entre o descontrole emocional e a doença psicológica
Quando termina a diversão e começa a obsessão pelo computador? Qual é o limite entre a tristeza e luto patológico? Medo ou Pânico? Mania ou TOC? Para a maioria das pessoas e até para profissionais da saúde é difícil determinar o limite entre o descontrole emocional e a doença. Silva Ismael, do Centro Psicológico de Qualidade de Vida, dá algumas dicas:
Diversão ou obsessão – Navegar na Internet, jogar no computador e outras atividades são parte do lazer de muitas pessoas. O ideal é que a pessoa se divirta por um período, canse e pare. Mas, o obsessivo não consegue parar, fica horas no computador, às vezes, deixa de fazer outras coisas, compromete seu sono até ficar compulsivo e perder o controle da situação. Aí é fundamental a intervenção de um psicólogo para retornar à vida normal.
Tristeza ou luto patológico - Todos ficam tristes quando perdem o namorado, morre um parente, ou ficam desempregados. É natural viver as emoções negativas relacionadas a esses fatos e, após algum tempo, deve-se superar a perda e seguir em frente. O problema é quando não se consegue refazer a vida. Aí pode ser luto patológico, dependendo das condições da pessoa e do tempo dedicado à tristeza. Em casos doentios, a pessoa chora, fica inconformada, não aceita e não fala sobre o fato, e pode até entrar em depressão.
Medo ou pânico – É comum ter medo de aglomerações de pessoas, entre outras situações, nem sempre estressantes. Mas, se a situação desencadear problemas físicos, como taquicardia, suor, mal-estar, sensação de desmaio, ou de morte eminente, aí pode se ter ultrapassado o limite do aceitável e chegado ao Transtorno de Pânico. Sem tratamento psicológico e médico adequado, a doença pode evoluir a tal ponto que a pessoa deixa de sair de casa e chega à depressão. Mais uma vez, o psicólogo é necessário.
Mania ou TOC – Todos os dias, antes de ir pra cama, a pessoa verifica se as portas da casa estão trancadas e depois vai dormir. Isso pode ser apenas uma mania, algo realizado eventualmente, que se não for feito, não afeta a vida. A mania vira doença quando a pessoa não consegue fazer mais nada se não fizer este ritual repetidamente. O Transtorno Obsessivo-compulsivo é caracterizado pela realização de rituais, que podem levar horas e comprometer o equilíbrio emocional da pessoa.
Depressão e Depressão Constitucional – A depressão é uma reação comum a situações difíceis, que, em geral, passa com o tempo. Mas, a Depressão Constitucional é um estado emocional que altera substâncias químicas do cérebro e que pode levar a pessoa a perder a vontade de fazer atividades rotineiras, muitas vezes simples, como tomar banho e passear. Também pode provocar insônia, ou sono em excesso, levar à perda de apetite e de peso.
Para evitar essas doenças, a psicóloga Silvia Ismael recomenda: observe o próprio comportamento, veja se está tendo atitudes que outros não teriam e preste atenção quando as pessoas falam que você está diferente, ou estranho. Infelizmente, a maioria não tem essa percepção. Nesses casos, cabe a amigos e parentes interferir e levar a pessoa a um psicólogo, antes que seu estado se agrave e sua saúde fique comprometida.
Psicologia Hospitalar: aliada de tratamento cardiológicos e hospitalares
Apesar da preocupação com a humanização e do investimento na infra-estrutura voltada ao conforto, o ambiente de um hospital é incômodo para muitas pessoas, principalmente, quando o paciente passa por uma cirurgia. Diante disso, a maioria dos hospitais brasileiros, há mais de 20 anos, oferece acompanhamento psicológico.
“Os médicos perceberam a importância de cuidar dos pacientes do ponto de vista orgânico e também emocional. Assim surgiu o trabalho multidisciplinar, através do qual médicos e psicólogos buscam o bem-estar e a recuperação rápida do paciente”, explica Silvia Ismael, presidente da Sociedade Brasileira de Psicologia Hospitalar.
O papel do Psicólogo Hospitalar é dar apoio aos pacientes e seus familiares, nas fases pré e pós-operatória. “É um momento de tensão e ansiedade para as pessoas envolvidas nessas situações. Muitos têm medo de como a vida ficará após a cirurgia, como suas atividades serão comprometidas, em especial os pacientes submetidos a cirurgias cardíacas”, destaca a psicóloga.
O apoio psicológico ao paciente permite fazer com que entre em contato com seus medos e ansiedades para aprender a lidar melhor com os mesmos, contribuindo em sua recuperação. Os pacientes são acompanhados, diariamente, do momento da internação na UTI até a alta do hospital.
Em muitos casos, percebe se que são pessoas estressadas e ansiosas e, nestes casos, cabe ao Psicólogo Hospitalar mostrar a importância de mudar o estilo de viver. O médico e o cirurgião fazem suas partes, mas cabe ao paciente cuidar da qualidade de sua vida, eliminando maus hábitos, como o tabagismo, o que, em geral, também exige acompanhamento psicológico.
O Psicólogo Hospitalar também acompanha, rotineiramente, os familiares, pois o apoio e controle emocional dos acompanhantes são fundamentais para a recuperação do paciente.
Além disso, esse profissional também atua no apoio a pacientes que farão ou fizeram transplantes cardíacos. Essa situação é delicada, inicialmente, porque a pessoa deve conviver com a espera pelo transplante, o que pode desestabilizar seu estado emocional e até sua saúde. Depois porque sua vida depende da morte de outra pessoa, a doadora do órgão. Os cuidados após o transplante, como uso contínuo de medicamentos, também podem trazer uma carga emocional ao transplantado e, finalmente, no caso de transplantes cardíacos, é preciso ainda lidar com o simbolismo do coração.
