Psicologia Hospitalar: aliada de tratamento cardiológicos e hospitalares
Apesar da preocupação com a humanização e do investimento na infra-estrutura voltada ao conforto, o ambiente de um hospital é incômodo para muitas pessoas, principalmente, quando o paciente passa por uma cirurgia. Diante disso, a maioria dos hospitais brasileiros, há mais de 20 anos, oferece acompanhamento psicológico.
“Os médicos perceberam a importância de cuidar dos pacientes do ponto de vista orgânico e também emocional. Assim surgiu o trabalho multidisciplinar, através do qual médicos e psicólogos buscam o bem-estar e a recuperação rápida do paciente”, explica Silvia Ismael, presidente da Sociedade Brasileira de Psicologia Hospitalar.
O papel do Psicólogo Hospitalar é dar apoio aos pacientes e seus familiares, nas fases pré e pós-operatória. “É um momento de tensão e ansiedade para as pessoas envolvidas nessas situações. Muitos têm medo de como a vida ficará após a cirurgia, como suas atividades serão comprometidas, em especial os pacientes submetidos a cirurgias cardíacas”, destaca a psicóloga.
O apoio psicológico ao paciente permite fazer com que entre em contato com seus medos e ansiedades para aprender a lidar melhor com os mesmos, contribuindo em sua recuperação. Os pacientes são acompanhados, diariamente, do momento da internação na UTI até a alta do hospital.
Em muitos casos, percebe se que são pessoas estressadas e ansiosas e, nestes casos, cabe ao Psicólogo Hospitalar mostrar a importância de mudar o estilo de viver. O médico e o cirurgião fazem suas partes, mas cabe ao paciente cuidar da qualidade de sua vida, eliminando maus hábitos, como o tabagismo, o que, em geral, também exige acompanhamento psicológico.
O Psicólogo Hospitalar também acompanha, rotineiramente, os familiares, pois o apoio e controle emocional dos acompanhantes são fundamentais para a recuperação do paciente.
Além disso, esse profissional também atua no apoio a pacientes que farão ou fizeram transplantes cardíacos. Essa situação é delicada, inicialmente, porque a pessoa deve conviver com a espera pelo transplante, o que pode desestabilizar seu estado emocional e até sua saúde. Depois porque sua vida depende da morte de outra pessoa, a doadora do órgão. Os cuidados após o transplante, como uso contínuo de medicamentos, também podem trazer uma carga emocional ao transplantado e, finalmente, no caso de transplantes cardíacos, é preciso ainda lidar com o simbolismo do coração.

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